SOB A GRAVIDADE DAS PALAVRAS

Introdução

CORPO-TEXTO

Texto-Corpo

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CORPO

TEXTO

Introdução

Espaço de discussão, experimentação e exibição de práticas, reflexões e conceitos que envolvem o Corpo, o Texto e a Performance.

Um espaço de passagem: passageiro de um eu-autor qualquer, um qualquer ator. Um espaço virtual: site que se pretende corpo,

de um corpo que se pretende insight. Um espaço real: do tempo expresso em linguagem; indelével, dígito e matéria. Bem-vindos!

CORPO-TEXTO

O que é o corpo senão um veículo instantâneo de atemporalidades ocupando espaços tangíveis e intangíveis na criação de uma lógica própria a que chamamos existência? Sim, o corpo enquanto veículo traduz-se e está encarnado no fenômeno da existência. Desta forma, o conceito de corpo, em seu estado vivo, só pode ser definido enquanto um não-conceito, uma definição-tentativa de apreender e, portanto, reduzir ao entendimento e à consciência, o fenômeno que só entendemos existindo: a própria vida. E existir não significa apenas impor ao fenômeno de existência, regras da consciência humana. A vida é muito mais do que humana, e o entendimento do que nos cabe ou pensamos nos caber é meramente um recorte condicionado a fatores tão humanos quanto nossa capacidade de compreendê-los como são: fatores limitantes, como a cultura, a consciência, a ciência, as regras, os conceitos, as letras, as raízes, a terra, o ar, o estômago.

É desse existir emulsificado que busco um texto essencialmente derivado da percepção contextual de um sujeito em seu espaço-tempo que, exatamente por ser contextual a este sujeito, não pode delimitar-se a um cartesianismo cronotópico. Um texto que é texto por acaso, porque nas raízes do sujeito que, corpo vivente, exposto ao fenômeno e a seu próprio repertório de existência enquanto corpo e intelecto (corpo-intelecto), restaram maiores proporções de verbo. Mas um texto que poderia ser desenhado, pintado, tocado, cantado; um texto-acaso, acasalado causa e casual, resultante da experiência de um autor-performer encarnado corpo vivente.

Busco o que chamo de “corpo-texto”: um texto que é corpo, derivado de existência e percepção. Porque é nesse sentido que são lidos e escritos, em meu processo autoral de criação cênica, enquanto autor, corpo vivente e sujeito contextual, os fenômenos: textos lidos e escritos, inscritos já verbo, encarnados. Minha interface de comunicação e abertura ao fenômeno da existência, através do corpo, é o verbo; e é a partir desse tipo de texto que desenolvo um percurso autoral de escrita da cena, à pena e papel.

Uma pena que deve ser inevitavelmente cumprida, porque é à pena, palavra e texto que meu homem primário se desfaz do ser adquirido e se torna um único sentido. Em frente que trás, passado-presente, tão totalitário quanto o ver da alma, que não se explica completamente em ciências, que não deriva totalitariamente de razão. É nesse contexto, do texto arma e libertação, do texto que me fere e rasga ventre do homem adquirido, que liberto a carne do previsível que condena e esgarça máscaras aos limites do insuportável; é desse motivo de estar vivo que empunho entranhas de um novo homem, escondido de cotidiano, sacrificado por temores de existir resistindo. É dessa pena afiada que venço o homem que não sou, mas que me é… E resisto, insistindo em letras, porque existir é meu pretexto para escrever e escrever, pré-texto para existir…

 

TEXTO-CORPO

TEXTO-CORPO

SOBRE A GRAVIDADE DAS PALAVRAS

De como tenho encontrado formas de tornar os corpos-textos materializados, expandidos em códigos que não apenas o verbal, mas encarnados novamente corpo, devolvidos cena. O desafio, também advindo de uma necessidade-intencionalidadede ser no mundo, é trazer o verbo à voz, aos braços, aos movimentos, ao corpo encarnado texto, a partir de um texto encarnado pelo corpo. É criar um texto cênico ancorado no corpo (o que chamo “texto-corpo”), partindo de um "corpo-texto", um texto inicial advindo da experiência encarnada de existir. Inevitavelmente estamos na esfera da performance enquanto linguagem, ideologia e resistência. É através da performance que meus corpos-textos, vivos, exercem-se em existência.

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SOBRE AS PALAVRAS

Na busca pela suspensão do corpo para que, através dele, se alcançasse um outro corpo; tal qual faço uso do verbo para descerever/escrever o mundo em mim e um eu no mundo, assim surgiu, em empatia instantânea, o Pole (Sport, Dance, Fitness - em todas as suas vertentes que muito se assemelham) na minha vida. E foi se instalando de tal forma, que quase acredito, apesar da gravidade (e isso é grave) que posso voar.

O risco, o controle, o vôo, a superação, e também a necessidade do pouso… Tudo isso representa mais do que mover-se; equipara-se à busca pela visão revelada de um mundo em que meu corpo é sujeito de si mesmo, exercendo a liberdade de existir. Tal se tem na dança quando não coreográfica, na dança do rito, no movimento como estado de ser e veículo do ser no mundo. Filosófico… Mas muito do que representam a dança e o movimento em minha experiência de pertencimento, através do corpo.

Aprendi que Pole envolve técnica e aprendizado lento, tal qual se faz na escrita enquanto produto da linguagem. Assim, esse espaço fica reservado à alfabetização do corpo nessa modalidade, ao aprimoramento técnico como meio (jamais regra)de expressão; afinal estamos lidando com o corpo e, em se tratando de voar, lidamos com liberdade e risco. Risco de exercer a liberdade de ver o mundo de uma forma tão diferente, que fica impossível retornar ao que se era antes de voar. Isso, na esfera da vida de todo dia, com e sem filosofia,  é o que Pole representa para mim.

 

 

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